um Porto… de Nós!

Jorge Portela (1976 - )

Ref. ava171690

um Porto… de Nós!

"A 8 de Julho de 1832, D. Pedro desembarca em Pampelido, para tomar a cidade do Porto. A população simpatiza com os liberais. Os confrontos entre absolutistas e liberais duraram dois anos deixando a cidade completamente arruinada. Foram tempos de horror e carnificina.

A peste, a fome e a guerra provocam horríveis destroços nos habitantes do Porto. O cerco termina com a vitória dos liberais e a aclamação de D. Maria II, como Rainha de Portugal."

in:http://www.cm-porto.pt/historia-da-cidade/o-cerco-do-porto_2

 

A citação anterior serviu de inspiração para a composição "um Porto... de Nós". A obra apresentada retracta uma das muitas batalhas da Guerra Civil Portuguesa (1828 - 1834) travadas entre as forças liberais e absolutistas. Dividida em quatro andamentos, cada um deles retracta uma passagem do texto anterior: o Desembarque das tropas de D. Pedro, que viria a ficar sitiado na cidade do Porto; a Batalha travada com as tropas realistas de D. Miguel; A Peste, a Fome e a Guerra, que se viveu nesse período de guerra e pós-guerra; terminando com a Aclamação de D. Maria como rainha de Portugal.

 

 

Notas de execução

“um Porto… de Nós” é uma composição de caracter descritivo. Na sua génese estão as lutas liberais, mais propriamente ao “Cerco do Porto” decorrido entre 1832 e 1834 sensivelmente, com o Desembarque e a Batalha (os sinos, em alusão aos sinos da Sé do Porto, anunciam as horas de cada um dos acontecimentos).

Os andamentos seguintes são um retracto do pós-guerra, terminando com a aclamação de D. Maria II como rainha de Portugal.

A sugestão de Set-up tem como objectivo clarificar a disposição das percussões no andamento “Batalha”; as “Snare Drum” serão uma imitação dos disparos das espingardas, das carabinas e das pistolas e o “Marching Bass Drum” uma imitação dos morteiros e dos canhões. Neste ponto, tal como especificado na imagem, as “Snare Drum” assumem uma posição de destaque; enquanto que o “Marching Bass Drum” poderá ser colocado fora do palco numa posição obliqua à do “Bass Drum” situado na percussão. Caso se opte pelo uso da Electrónica o “Marching Bass Drum” não será usado. Na electrónica, além dos sons de morteiros e canhões encontramos o som do vento e da água como alusão ao aproximar e desembarque das forças de D. Pedro. As cordas e o "Rain stck" tocam sempre, desde o início, com ou sem a electrónica, os restantes seguem as indicações na partitura.

A passagem do primeiro para o segundo andamento é feita através da intervenção do "Bass Drum" (criar um estado de ansiedade); do segundo andamento para o terceiro, a passagem é feita através das cordas (após a suspensão, apenas o necessário para mudar de página).

Na interpretação dos restantes andamentos, é importante um grande equilíbrio sonoro e timbrico entre os vários naipes, assim como uma rigorosa interpretação das dinâmicas, no sentido de dar mais relevância à melodia e pequenos solos que surjam.

 

No uso da electrónica devemos ter o programa MAX MSP instalado num computador. De seguida é só abrir o ficheiro com o nome "um Porto... de No?s.maxpat" e seguir os passos indicados.